quarta-feira, 24 de setembro de 2008

PROFORMAÇÃO

Programa da Secretaria de Educação a Distância, é um curso em nível médio, com habilitação para o magistério na modalidade Normal, realizado pelo MEC em parceria com os estados e municípios - criado em 1997.
Destina-se aos professores que, sem formação específica, encontram-se lecionando nas quatro séries iniciais, classes de alfabetização ou Educação de Jovens e Adultos – EJA das redes públicas de ensino do país.
O Programa foi financiado pelo FUNDESCOLA que administra recursos oriundos do Banco Mundial.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD –, desde o lançamento do PROFORMAÇÃO, tem sido parceiro da Secretaria de Educação a Distância – SEED –, na execução do Programa.
A implementação do Proformação é descentralizada, envolvendo uma estrutura organizacional em três níveis: federal, estadual e municipal.
Metodologia:
O PROFORMAÇÃO utiliza para sua consecução:
Atividades a distância, orientadas por material impresso e videográfico;
Atividades presenciais, concentradas nos períodos de férias escolares e nos sábados (Encontros Quinzenais);
Atividades de prática pedagógica nas escolas dos professores cursistas, acompanhadas por tutores e distribuídas por todo o período letivo.
Objetivos do PROFORMAÇÃO :
Habilitar para o magistério, em nível médio, na modalidade Normal, os professores que exercem atividades docentes nas séries iniciais, classes de alfabetização do Ensino Fundamental, ou Educação de Jovens e Adultos – EJA –, de acordo com a legislação vigente;
Elevar o nível de conhecimento e da competência profissional dos docentes em exercício;
Contribuir para a melhoria do processo ensino-aprendizagem e do desempenho escolar dos alunos nas redes estaduais e municipais do Brasil;
Valorizar o Magistério pelo resgate da profissionalização da função docente e melhoria da qualidade do ensino.
BASE LEGAL:
Cabe ao Ministério da Educação um papel decisivo, explicitado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (Lei n° 9.394/96) –, que por sua vez atribui a cada Município e, supletivamente, ao Estado e à União, a incumbência de “realizar programas de formação para todos os professores em exercício, utilizando para isso também os recursos da educação a distância” (Art. 87, § 3º, inciso III).
Embora determine que a formação desses docentes se dê em nível superior, no caso das séries iniciais do Ensino Fundamental, a LDB admite como formação mínima para o magistério a oferecida em nível médio, na modalidade Normal, conforme estabelece o art. 62:
Art. 62. A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal.
A Lei 9.424/96, que dispõe sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério – FUNDEF –, permite que os investimentos voltados à formação inicial dos profissionais de magistério possam ser financiados com a parcela dos 40% dos recursos do Fundo.
Além da LDB e do FUNDEF, o PROFORMAÇÃO fundamenta-se:
no Parecer CEB 15/98 da Câmara de Ensino Básico do Conselho Nacional de Educação, que define diretrizes curriculares para o Ensino Médio;
no “Referencial para a Formação de Professores” proposto pela Secretaria de Ensino Fundamental do MEC (SEF/MEC) e aprovado pelo CNE (Resolução CEB nº. 2/99);
nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).A legitimidade dos diplomas advém de pareceres emitidos pelos Conselhos Estaduais de Educação das unidades federadas onde o PROFORMAÇÃO é desenvolvido.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Site: Revista Nova Escola

O site da Revista Nova EscolaEscola (http://revistaescola.abril.com.br/home/), é rico em informações, em especial no tocante ao processo ensino-aprendizagem, disponibiliza vários recursos salutares como: entrevistas com os mais variados assuntos, sugestões de atividades e recursos pedagógicos que podem ser desenvolvidos em sala. O educador aprende e interage diretamente com a informações que são disponibilizadas, podendo tecer comentários a respeito das mesmas.
É um site cheio de conhecimentos, despertando e contribuindo para a prática pedagógica significativa.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A história do computador e a origem da Internet

As pesquisas no campo técnico – cientifico, se expandiram a partir da II Guerra Mundial, pela necessidade de realização de cálculos mais precisos na construção e trajetórias de mísseis.
A história do computador é marcada por uma polêmica no que diz respeito à criação do primeiro exemplar, sendo a mesma descrita da seguinte forma:
Z-1, classificado como primeiro computador eletromecânico (usava relés), criado em 1936 pelo alemão Konrad Zuse.
Mark I, classificado como computador eletromagnético, criado em 1944 (gigante, ocupava 1,20 m², usava relés, barulhento). O Mark I foi desenvolvido pelo governo norte americano, marinha, Universidade de Harvard e IBM.
Em 1946, é concluído o projeto do ENIAC - Eletronic Numeric Integrator And Calculator, foi desenvolvido por John Presper Eckert - engenheiro e John Mauchly - fisico (usava válvulas).
Os computadores foram classificados em gerações:
1ª geração (1945-1959): usava válvulas eletrônicas, quilômetros de fios, eram lentos, enormes e esquentavam muito;
2ª geração (1959-1964): substituição de válvulas por transistores, substituição dos fios de ligação por circuitos impressos (mais rápidos, menores e com custo de fabricação e manutenção mais baixos em relação aos da 1ª geração);
3ª geração (1964-1970): utilização de circuitos integrados (maior compactação e redução dos custos e velocidade de processamento - microssegundos), início da utilização de sistemas operacionais mais avançados;
4ª geração (1970 aos dias atuais): aperfeiçoamento constante da tecnologia (otimização das máquinas), maior grau de miniaturização, confiabilidade, velocidade - manos segundos (bilionésima parte do segundo).
5ª geração, termo criado pelos japoneses. A quinta geração de computadores, é caracterizada pela tecnologia de ponta e por pesquisas incessantes no que diz respeito à inteligência computadorizada. Sendo marcada pela expansão dos computadores tanto de uso cientifico, quanto de uso comum, ou seja, a tecnologia quebra barreiras, supera limites. Avanços importantíssimos aconteceram, dentre eles a criação da rede mundial de computadores-INTERNET, é o processo de globalização fazendo e deixando marcos na sociedade do conhecimento.
A rede mundial de computadores, conhecida como Internet, passou por um longo processo de transições e mudanças, teve nomes e utilização diferentes de hoje. Ela surgiu para suprir as necessidades emergências surgidas durante a guerra fria entre Estados Unidos e União Soviética, no que diz respeito à troca e preservação de informações entre as bases militares americanas (APARNET - sistema de rede de computadores), sendo mesmo desenvolvido pelo governo norte-americano, e mais tarde por outras organizações.
O sistema foi bem desenvolvido, sendo tema de estudos em universidades. Todo esse progresso fez com que a APARNET, fosse dividida em grupos distintos: militar - MILNET, e o não militar - NOVA ARPANET.
Movimentos culturais encabeçados por jovens, tinha por objetivo maior a difusão de informações, fazendo nascer e crescer definidamente a Internet como a conhecemos hoje, mas que nunca se estagna, ou seja, sempre inovando, favorecendo o desenvolvimento técnico - cientifico de todos os setores. Esse avanço tecnológico se reflete na sociedade contemporânea, a qual exige um novo perfil de cidadão, polivalentes, flexíveis, com visão holística.
Podemos afirmar que a Internet passou por um processo histórico, e que na atualidade se revela como instrumento indispensável no mundo globalizado. E os que não estão inseridos nesse processo se vêem a margem da sociedade técnico - cientifica ou do conhecimento, como esta classificada.
A Internet, por sua versatilidade, rapidez, se tornou um campo fértil, e a educação como meio de ascensão, também envereda por tal caminho, e dentro dessa nova roupagem o processo educativo, faz uso dos recursos tecnológicos, que pelo apogeu da Internet, não tem como nos desviarmos da realidade. Cabendo então a educação ir além sair da inércia, mudar, ousar, ou seja, apropriar-se das novas tecnologias de forma qualitativa e servir de mediação entre o educando e os recursos. E garantir a formação do novo perfil de cidadão exigido pela sociedade do conhecimento, mas quando isso não acontece, tem-se como resultado a repetição alienante de escritos e pensamentos de outrem, são atitudes comuns quando não há autonomia, para gerir os recursos e espaços exigentes, não favorecendo uma aprendizagem significativa.

A escola, o gestor e os avanços tecnológicos

A escola é uma organização social, e como tal precisa atender as necessidades de todos os seus membros e da comunidade que a ela está ligada. A escola é um lugar de construção, e reconstrução de conhecimentos, de pesquisa, e de mudança. E como tal, não pode se render ao cotidiano repetitivo, alheia a realidade fora dos seus muros.
Fazendo uma análise do processo educativo, entendemos que o mesmo é complexo e dinâmico, e que todos os seus envolvidos têm papéis importantes a serem desempenhados. E que apesar das mudanças acentuadas e velozes do mundo globalizado, que determina à instituição escolar a função de formar pessoas versáteis, multifuncionais e polivalentes para atender as necessidades do mercado globalizado, a mesma ainda não a realiza eficazmente em especial a educação pública.
As instituições educacionais, em sua maioria ainda não se adequaram às novas exigências trazidas pela tecnologia. E o medo de mudança permanece vivo entre os profissionais da educação, e a utilização dos recursos tecnológicos que deveria favorecer um ensino de qualidade, passa a ser tema de discursos pessimistas.
A globalização modifica o modo de vida da sociedade contemporânea, e a educação como fator determinante na vida do indivíduo envereda por tal caminho, no intuito de formar o novo perfil de cidadão sócio, político, econômico e cultural exigido pela sociedade do conhecimento.
Dentro do paradigma emergente (globalização) a instituição escolar não é mais considerada o único local para adquirirem-se conhecimentos, existindo então correntes invisíveis como à internet, TV, rádio, jornais, revistas, outras instituições, e etc., ambos podem educar ou deseducar.
A instituição escolar não é mais considerada a única fonte de busca de conhecimentos. Hoje o homem aprende se desenvolve também fora dela, ou seja, “a instituição escolar já não é considerada o único meio ou o meio mais eficiente e ágil de socialização dos conhecimentos técnico - cientifico e de desenvolvimento de habilidades cognitivas e de competências sociais requeridas para a vida prática” (Libâneo, 2003, p.52).
A instituição escolar passa por crises: péssima estrutura física, pedagógica (falta de profissionais mais qualificados e de materiais), não atendo ao público que esta cada vez mais exigente diante das mudanças e inovações tecnológicas. Tendo como solução sua reestruturação física, pedagógica e metodológica, para formar indivíduos mais preparados e que possam interagir diligentemente no âmbito no qual estão inseridos.
Os textos estudados nos levam a refletir, fazer uma vigem sobre o mundo tecnológico, no qual estamos inseridos, uns mais e outros menos. O cotidiano se altera diante das novas tecnologias que surgem a todo instante, deixando objetos, conceitos, em curto espaço de tempo cada vez mais obsoletos.
É preciso vencer os desafios que impedem a reconstrução do cotidiano escolar, que esteja voltado para a cooperação, união, democracia. É preciso redirecionar o processo educativo para a criação do novo homem, crítico e dinâmico, voltado para análise do dia-a-dia, interagido com o espaço-tempo em que se situa que colabore com a construção de um cotidiano escolar que ofereça subsídios para a criação de uma escola nova.
A escola, hoje, oferece inúmeras atividades. É um lugar que busca a autonomia, mas que por diversos fatores políticos e sociais, é impedida de usufruir de tal liberdade. Com inúmeras dificuldades, pensa-se na figura de um profissional criativo, um administrador, um profissional preparado para assumir as responsabilidades que lhe são colocadas.
O gestor é um ser que deve está em constante formação, carece ser um pesquisador, um profissional comprometido com o projeto político-pedagógico de sua escola, e deve está envolvido diretamente com a comunidade. O gestor da escola em constante mudança deve ser interessado nas transformações ocorridas, estar atualizado, estar sempre um passo a frente, procurando o melhor para a sua escola, para seus alunos, formar uma equipe eficiente que lhe ajude nas tarefas necessárias para a busca de melhorias na educação, ser aberto ao diálogo. Deve ser um mediador, entre os vários segmentos que compõem a escola. Então, o gestor articulador, deve saber lidar com os problemas, que lhe são impostos saber desenvolver projetos, motivar, estimular professores para que participem de cursos de formação, especialização, preocupar-se com questões políticas, sociais, econômicas que a escola enfrenta.
Portanto, a educação necessita de impulsos revitalizantes, sair da inércia, fazer uso de recursos tecnológicos qualitativamente, objetivando um processo ensino aprendizagem qualitativo, enfatizando que a mesma não acontece apenas dentro de uma sala de aula, mas fora dela também.
O profissional da educação diante das inovações tecnológicas, deve se mostrar competente, fazendo uso da reflexão e prática pedagógica (formação continuada - profissionais versáteis, flexíveis com visão do todo, atendendo ao princípio de eficiência e eficácia),dos recursos tecnológicos, sendo o mediador entre os educandos e tais recursos, apropriar-se de metodologias adequadas que favoreçam a dinamização do trabalho, dentro da nova visão tecnológica, ou seja, saber gerenciar, espaços e recursos.


REFERÊNCIAS

APOSTILA: Informática Aplicada à Educação, 2008. VIII Período, Curso: Pedagogia-Facimp;

LIBÂNEO, José Carlos. Educação Escolar: políticas, estrutura e organização, São Paulo: Cortez, 2003.