domingo, 30 de novembro de 2008

Informática Educativa

1 INTRODUÇÃO:


Na sociedade contemporânea a ciência e a tecnologia assumem uma nova posição em relação há outros tempos, têm mais destaque e são melhores vistas e aceitas, até por uma questão de necessidade, com isso a sociedade recebeu novas denominações como: sociedade do conhecimento, sociedade técnico-informacional ou simplesmente sociedade tecnológica.
As transformações científicas e tecnológicas são responsáveis pelos grandes avanços da humanidade que tem seu histórico iniciado no processo de industrialização com o surgimento das máquinas.
A Revolução Microeletrônica, computadores – internet - realidade virtual provoca alterações nos hábitos e costumes dos indivíduos e trouxe consigo benefícios e malefícios, onde o homem é o principal responsável, ao mesmo tempo em que prioriza lucros e os consegue por transformações do meio.
A criação e amplitude da tecnologia torna o conhecimento ultrapassado com mais rapidez. Antes para que o mesmo fosse considerado obsoleto levavam-se em média cinco a dez anos, hoje esse prazo diminuiu acentuadamente. A revolução tecnológica permite que a comunicação seja mais acentuada e a distância se torne pequena e o mundo interconectado, por intermédio da realidade virtual, sendo propício o surgimento de novas linguagens. Sendo cada vez maior o número de pessoas que deixam à interação pessoal, para se comunicarem virtualmente. A informação tornou-se mercadoria valiosa na globalização, sendo sinônimo de condição determinante no aumento da eficiência e eficácia, entorno dos mais diversificados ramos de negócios.
Analisando o processo educativo, entendemos que o mesmo é complexo e dinâmico, e que todos os seus envolvidos têm papéis importantes a serem desempenhados. E que apesar das mudanças acentuadas e velozes do mundo globalizado, as quais determinam à instituição escolar a função de formar pessoas versáteis, multifuncionais e polivalentes para atender as necessidades do mercado, a mesma ainda não a realiza eficazmente. Evidenciando que as instituições educacionais, em sua maioria ainda não se adequaram às novas exigências trazidas pela tecnologia. E o medo de mudança permanece vivo entre os profissionais da educação, e a utilização dos recursos tecnológicos que deveria favorecer um ensino de qualidade, passa a ser tema de discursos pessimistas.
A educação necessita de impulsos revitalizantes, e sair da inércia, fazer uso dos recursos tecnológicos de forma qualitativa, objetivando um processo ensino aprendizagem significativo. Deve passar por uma reorganização para minimizar os entraves que a impedem de trabalhar, fazendo uso da prática reflexiva e assumindo um caráter emancipatório, e promovendo a libertação da alienação.

2 O PROCESSO DE FORMAÇÃO ESCOLAR E A UTILIZAÇÃO DA INFORMÁTICA:


Aprender é algo intrínseco do ser humano. A todo instante estamos adquirindo conhecimentos, seja de forma assistemática ou sistemática. Aprendemos sozinhos e/ou com a interação de outrem (o ambiente pode favorecer ou não a aprendizagem), aprender é um processo gradativo e infinito.
Dentro do ambiente escolar todos os envolvidos no processo aprendizagem têm sua parcela de responsabilidade. O educador em motivar, fomentar e utilizar-se de metodologias para que o aluno sinta-se motivado a buscar, aprender, conhecer, reconstruir e ampliar seus conhecimentos. O aluno deve ser responsável pela construção e reconstrução de seus conhecimentos. Ambos devem querer participar do processo ensino-aprendizagem. Diante dessas colocações cabe a escola, oferecer um ambiente favorável, a uma aprendizagem significativa, na qual a prática pedagógica reflexiva aconteça. Ou seja, ter materiais adequados, profissionais qualificados e desejosos em otimizar suas funções.
O cotidiano se altera diante dos avanços tecnológicos. E a escola por estar inserida nesse contexto, também tende a se adequar diante de tantas transformações trazidas pela tecnologia. Sendo necessário e urgente, a absorção das idéias que evidenciam uma melhor qualificação tecnológica no processo de aprendizagem. Cabe as instituições educacionais suprimirem o medo da mudança, o principal vilão (falta de ousadia), e promover impulsos revitalizantes, pois fazer parte do mundo tecnológico não depende apenas de equipamentos modernos. A interação que eles permitem pede uma revisão dos métodos tradicionais de ensino.
As vantagens em uma instituição que faz uso dos recursos tecnológicos: os conhecimentos mesmo que superficialmente, como por exemplo, o que é um computador, hardwares e softwares, quando do uso da rede de computadores (internet) percebe-se uma melhor interação com os acontecimentos (informações rápidas) realização de pesquisas diversas e, por conseguinte a ampliação dos conhecimentos etc.
As desvantagens: nem todas as escolas estão inseridas no processo tecnológico (recursos limitados) não possuem laboratório de informática, o que dificulta a interação dos educandos com as inovações trazidas pela tecnologia.
O profissional da educação diante das inovações tecnológicas deve se mostrar competente, flexível com visão do todo, gerindo com eficiência e eficácia, os recursos tecnológicos. Sendo o mediador entre os educandos e tais recursos, apropriar-se de metodologias adequadas que favoreçam a dinamização do trabalho, ou seja, saber gerenciar, espaços e recursos.
Em síntese, a atuação da escola consiste na preparação do aluno para o mundo e suas contradições, fornecendo-lhe um instrumental por meio da aquisição de conteúdo e da socialização, para uma participação organizada e ativa da democratização da sociedade.

3 ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS PARA O USO DA INFORMÁTICA NA ESCOLA E NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM:

3.1 Informática na escola – papel e procedimento da gestão:

O avanço tecnológico está presente em todos os seguimentos, e não seria diferente no meio educacional. Dentro deste paradigma emergente, faz-se necessário, a supressão dos comportamentos inertes e obsoletos no tocante ao processo tecnológico. Cabe a todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem uma análise reflexiva de como, porque e para que, tornar real a tecnologia dentro das escolas. É ter-se uma visão do todo, trabalhar a realidade (atendendo as necessidades da comunidade escolar, que cresce em meio aos avanços proporcionados pela globalização).
A tecnologia auxilia, favorece uma aprendizagem significativa e qualitativa, otimiza os processos administrativos e pedagógicos.
Gestão administrativa: elaboração de programas que contemplem desde o simples processo da matrícula dos educandos, históricos escolares, quadro de funcionários, registro de freqüências, demanda (controle) de materiais de expedientes, merenda escolar, a questões de ordem financeiras (planilhas que facilitem a organização das finanças), elaboração de projetos, etc.
Gestão pedagógica: elaboração de programas que contemplem pesquisas com o objetivo de adquirir, ampliar, recriar conhecimentos, com acesso para educadores e educandos, planilhas para organização de planos de aulas e controle de avaliação contínua (desenvolvimento de cada educando), e acesso à rede mundial de computadores (pesquisas, troca de idéias e experiências entre os professores e professores/ alunos e professores/ alunos e alunos).
A escola, hoje, oferece inúmeras atividades. É um lugar que busca a autonomia, mas que por diversos fatores políticos e sociais, é impedida de usufruir de tal liberdade. Com inúmeras dificuldades, pensa-se em uma gestão participativa, preparada para assumir as responsabilidades que lhe são colocadas, que deva está em constante formação, e comprometida com o projeto político-pedagógico. .
O gestor da escola em constante mudança deve ser interessado nas transformações, estar atualizado, procurando o melhor para a sua escola, para seus alunos, formar uma equipe eficiente que lhe ajude nas tarefas necessárias para a busca de melhorias na educação, ser aberto ao diálogo.

3.2 Informática na sala de aula – uso pessoal e didático pelo professor:

Percebe-se que os educadores estão sendo desafiados a mudar, inovar. Essa inovação tem por objetivo atender às expectativas da atual sociedade (sociedade do conhecimento). Mudar para adquirir novas técnicas metodológicas capazes de transformarem o espaço – escola do aprendiz em algo dinâmico, significativo e participativo, aproximando a teoria da prática com uma postura interdisciplinar.
Todos os espaços da escola devem ser geridos adequadamente e dentre estes, a sala de aula que não pode ser considerada apenas como um simples espaço físico, mas sim de interação e em especial com os recursos tecnológicos, os quais devem ser geridos de forma dinâmica e significativa.
É interessante fazer conexões com o laboratório de informática e a sala de aula, a qual servirá para realização de trabalhos e atividades de pesquisas (sites de busca), jogos etc. É possível, estimular o raciocínio lógico com jogos virtuais, ou criar páginas na internet para os educandos publicarem suas produções textual (blogs), e interessante que a teoria se torne prática. É um processo amplo e complexo, mas para que as atividades se realizem com êxito, é fundamental o planejamento didático, para que mesmo havendo imprevistos, tem-se um norte a seguir.
O educador para desempenhar bem o seu papel nesse novo contexto, deve ser um intermediário do conhecimento. Deve despertar a curiosidade, desenvolver a autonomia, estimular o rigor intelectual, assim, estará criando condições para o “saber aprender a aprender”, pilar fundamental para uma educação ao longo da vida.
O papel do professor, portanto, é dar sentido ao uso da tecnológica, produzir conhecimento com base em um leque de possibilidades. A tecnologia trouxe novas situações de aprendizagem que o professor deve gerenciar.

3.3 Internet como recurso didático-metodológico:

Na evolução histórica, a humanidade passa por um tempo onde a valorização do saber cada vez mais nos impulsiona ao desenvolvimento de técnicas e conhecimentos que conduzam a novas habilidades.
Avanços importantíssimos aconteceram neste século, dentre eles a criação da rede mundial de computadores-INTERNET. É a globalização fazendo e deixando marcos na sociedade do conhecimento. Podemos afirmar que a Internet passou por um processo histórico, e que na atualidade se revela como instrumento indispensável no mundo globalizado. E aqueles que não estão inseridos nesse processo se vêem a margem da sociedade técnica - cientifica, como esta classificada.
A Internet, por sua versatilidade, rapidez, se tornou um campo fértil, e a educação como meio de ascensão, também envereda por tal caminho, e dentro dessa nova roupagem o processo educativo, deve fazer uso dos recursos tecnológicos. Cabendo então a educação ir além, promover mudanças, apropriar-se das novas tecnologias de forma qualitativa. Mas quando isso não acontece, tem-se como resultado a repetição alienante de escritos e pensamentos de outrem, são atitudes comuns quando não há autonomia e criticidade, ao gerir os recursos e espaços existentes.
Fazer uso da internet como recurso promotor de aprendizagem, requer planejamento e sabedoria, pois a mesma também pode ser uma armadilha quando mal utilizada, ou seja, pode trazer benefícios ou não, quando bem gerida todos ganham.


3.3.1 Análise de sites que oferecem ótimos conteúdos e recursos didáticos:

Os sites visitados são riquíssimos em informações educativas, onde o educador e o educando (aprender brincando), podem ampliar seus conhecimentos por meio de informações dinâmicas e seguras (sugestões de projetos que podem ser adaptados a cada realidade, qualificação profissional - formação continuada). Interagindo diligentemente com os recursos dispostos nos sites, os quais têm por objetivo auxiliar na realização de uma educação significativa, inserida no contexto tecnológico.
Eles nos levam a refletir e repensar os métodos utilizados na escola, onde não deveria se fazer uso apenas do quadro, giz ou livro didático, e se limitar apenas ao ambiente da sala de aula. Mas ir além das quatro paredes, com sugestões de metodologias e atividades, aulas mais criativas e interativas, projetos educativo-interdisciplinares. Promovendo uma visão ampla, e o desenvolvimento cognitivo, evidenciando questões de valores, criatividade, raciocínio lógico, orientação espacial, e outros. São simples atitudes que quando bem geridas tem-se resultados significativos.

4 CONCLUSÃO:

A tecnologia modifica o modo de vida da sociedade contemporânea, e a educação como fator determinante na vida do indivíduo deve estar inserido neste contexto, no intuito de formar o novo perfil de cidadão sócio, político, econômico e cultural exigido pela sociedade do conhecimento.
Hoje, é preciso trabalhar por melhorias na educação, vencer obstáculos na formação de docentes, trabalhar na melhoria da estrutura física, pedagógica e administrativa. É preciso percorrer um caminho cheio de dúvidas, ultrapassar as dificuldades que nele se apresentam. A prática pedagógica reflexiva pode e deve ser adotada por todos os profissionais da educação, estes devem reconhecer que a mesma oferece subsídios para alcançar um melhor resultado no processo de ensino-aprendizagem e proporcionar uma educação de qualidade. A tecnologia convida os educadores a repensarem suas práticas pedagógicas.
Os estudos voltados à informática na educação foram de suma importância para aquisição e ampliação de conhecimentos relacionados aos avanços tecnológicos, e como eles podem ser geridos no ambiente educacional e como são favoráveis a mudanças positivas.
É interessante dentro desse novo paradigma (tecnologia e educação), promover a conscientização de todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem, sobre a importância dos recursos tecnológicos, o uso adequado e crítico e, em especial sobre a dinamização e riqueza que os mesmos dão as aulas. Ou seja, aulas mais motivadoras, que despertam o prazer em estudar, e ato de pesquisar e que promovem a interdisciplinaridade.
O processo educacional deve contemplar um tipo de ensino e aprendizagem que ultrapasse a mera reprodução de saberes “cristalizados” e desemboque em um processo de produção e de apropriação de conhecimento. Buscando dentro de um contexto sócio-político e cultural a preparação do educando para que saiba se sobressair bem na convivência social, na garantia do domínio dos recursos científicos e tecnológicos.







quarta-feira, 24 de setembro de 2008

PROFORMAÇÃO

Programa da Secretaria de Educação a Distância, é um curso em nível médio, com habilitação para o magistério na modalidade Normal, realizado pelo MEC em parceria com os estados e municípios - criado em 1997.
Destina-se aos professores que, sem formação específica, encontram-se lecionando nas quatro séries iniciais, classes de alfabetização ou Educação de Jovens e Adultos – EJA das redes públicas de ensino do país.
O Programa foi financiado pelo FUNDESCOLA que administra recursos oriundos do Banco Mundial.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD –, desde o lançamento do PROFORMAÇÃO, tem sido parceiro da Secretaria de Educação a Distância – SEED –, na execução do Programa.
A implementação do Proformação é descentralizada, envolvendo uma estrutura organizacional em três níveis: federal, estadual e municipal.
Metodologia:
O PROFORMAÇÃO utiliza para sua consecução:
Atividades a distância, orientadas por material impresso e videográfico;
Atividades presenciais, concentradas nos períodos de férias escolares e nos sábados (Encontros Quinzenais);
Atividades de prática pedagógica nas escolas dos professores cursistas, acompanhadas por tutores e distribuídas por todo o período letivo.
Objetivos do PROFORMAÇÃO :
Habilitar para o magistério, em nível médio, na modalidade Normal, os professores que exercem atividades docentes nas séries iniciais, classes de alfabetização do Ensino Fundamental, ou Educação de Jovens e Adultos – EJA –, de acordo com a legislação vigente;
Elevar o nível de conhecimento e da competência profissional dos docentes em exercício;
Contribuir para a melhoria do processo ensino-aprendizagem e do desempenho escolar dos alunos nas redes estaduais e municipais do Brasil;
Valorizar o Magistério pelo resgate da profissionalização da função docente e melhoria da qualidade do ensino.
BASE LEGAL:
Cabe ao Ministério da Educação um papel decisivo, explicitado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (Lei n° 9.394/96) –, que por sua vez atribui a cada Município e, supletivamente, ao Estado e à União, a incumbência de “realizar programas de formação para todos os professores em exercício, utilizando para isso também os recursos da educação a distância” (Art. 87, § 3º, inciso III).
Embora determine que a formação desses docentes se dê em nível superior, no caso das séries iniciais do Ensino Fundamental, a LDB admite como formação mínima para o magistério a oferecida em nível médio, na modalidade Normal, conforme estabelece o art. 62:
Art. 62. A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal.
A Lei 9.424/96, que dispõe sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério – FUNDEF –, permite que os investimentos voltados à formação inicial dos profissionais de magistério possam ser financiados com a parcela dos 40% dos recursos do Fundo.
Além da LDB e do FUNDEF, o PROFORMAÇÃO fundamenta-se:
no Parecer CEB 15/98 da Câmara de Ensino Básico do Conselho Nacional de Educação, que define diretrizes curriculares para o Ensino Médio;
no “Referencial para a Formação de Professores” proposto pela Secretaria de Ensino Fundamental do MEC (SEF/MEC) e aprovado pelo CNE (Resolução CEB nº. 2/99);
nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).A legitimidade dos diplomas advém de pareceres emitidos pelos Conselhos Estaduais de Educação das unidades federadas onde o PROFORMAÇÃO é desenvolvido.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Site: Revista Nova Escola

O site da Revista Nova EscolaEscola (http://revistaescola.abril.com.br/home/), é rico em informações, em especial no tocante ao processo ensino-aprendizagem, disponibiliza vários recursos salutares como: entrevistas com os mais variados assuntos, sugestões de atividades e recursos pedagógicos que podem ser desenvolvidos em sala. O educador aprende e interage diretamente com a informações que são disponibilizadas, podendo tecer comentários a respeito das mesmas.
É um site cheio de conhecimentos, despertando e contribuindo para a prática pedagógica significativa.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A história do computador e a origem da Internet

As pesquisas no campo técnico – cientifico, se expandiram a partir da II Guerra Mundial, pela necessidade de realização de cálculos mais precisos na construção e trajetórias de mísseis.
A história do computador é marcada por uma polêmica no que diz respeito à criação do primeiro exemplar, sendo a mesma descrita da seguinte forma:
Z-1, classificado como primeiro computador eletromecânico (usava relés), criado em 1936 pelo alemão Konrad Zuse.
Mark I, classificado como computador eletromagnético, criado em 1944 (gigante, ocupava 1,20 m², usava relés, barulhento). O Mark I foi desenvolvido pelo governo norte americano, marinha, Universidade de Harvard e IBM.
Em 1946, é concluído o projeto do ENIAC - Eletronic Numeric Integrator And Calculator, foi desenvolvido por John Presper Eckert - engenheiro e John Mauchly - fisico (usava válvulas).
Os computadores foram classificados em gerações:
1ª geração (1945-1959): usava válvulas eletrônicas, quilômetros de fios, eram lentos, enormes e esquentavam muito;
2ª geração (1959-1964): substituição de válvulas por transistores, substituição dos fios de ligação por circuitos impressos (mais rápidos, menores e com custo de fabricação e manutenção mais baixos em relação aos da 1ª geração);
3ª geração (1964-1970): utilização de circuitos integrados (maior compactação e redução dos custos e velocidade de processamento - microssegundos), início da utilização de sistemas operacionais mais avançados;
4ª geração (1970 aos dias atuais): aperfeiçoamento constante da tecnologia (otimização das máquinas), maior grau de miniaturização, confiabilidade, velocidade - manos segundos (bilionésima parte do segundo).
5ª geração, termo criado pelos japoneses. A quinta geração de computadores, é caracterizada pela tecnologia de ponta e por pesquisas incessantes no que diz respeito à inteligência computadorizada. Sendo marcada pela expansão dos computadores tanto de uso cientifico, quanto de uso comum, ou seja, a tecnologia quebra barreiras, supera limites. Avanços importantíssimos aconteceram, dentre eles a criação da rede mundial de computadores-INTERNET, é o processo de globalização fazendo e deixando marcos na sociedade do conhecimento.
A rede mundial de computadores, conhecida como Internet, passou por um longo processo de transições e mudanças, teve nomes e utilização diferentes de hoje. Ela surgiu para suprir as necessidades emergências surgidas durante a guerra fria entre Estados Unidos e União Soviética, no que diz respeito à troca e preservação de informações entre as bases militares americanas (APARNET - sistema de rede de computadores), sendo mesmo desenvolvido pelo governo norte-americano, e mais tarde por outras organizações.
O sistema foi bem desenvolvido, sendo tema de estudos em universidades. Todo esse progresso fez com que a APARNET, fosse dividida em grupos distintos: militar - MILNET, e o não militar - NOVA ARPANET.
Movimentos culturais encabeçados por jovens, tinha por objetivo maior a difusão de informações, fazendo nascer e crescer definidamente a Internet como a conhecemos hoje, mas que nunca se estagna, ou seja, sempre inovando, favorecendo o desenvolvimento técnico - cientifico de todos os setores. Esse avanço tecnológico se reflete na sociedade contemporânea, a qual exige um novo perfil de cidadão, polivalentes, flexíveis, com visão holística.
Podemos afirmar que a Internet passou por um processo histórico, e que na atualidade se revela como instrumento indispensável no mundo globalizado. E os que não estão inseridos nesse processo se vêem a margem da sociedade técnico - cientifica ou do conhecimento, como esta classificada.
A Internet, por sua versatilidade, rapidez, se tornou um campo fértil, e a educação como meio de ascensão, também envereda por tal caminho, e dentro dessa nova roupagem o processo educativo, faz uso dos recursos tecnológicos, que pelo apogeu da Internet, não tem como nos desviarmos da realidade. Cabendo então a educação ir além sair da inércia, mudar, ousar, ou seja, apropriar-se das novas tecnologias de forma qualitativa e servir de mediação entre o educando e os recursos. E garantir a formação do novo perfil de cidadão exigido pela sociedade do conhecimento, mas quando isso não acontece, tem-se como resultado a repetição alienante de escritos e pensamentos de outrem, são atitudes comuns quando não há autonomia, para gerir os recursos e espaços exigentes, não favorecendo uma aprendizagem significativa.

A escola, o gestor e os avanços tecnológicos

A escola é uma organização social, e como tal precisa atender as necessidades de todos os seus membros e da comunidade que a ela está ligada. A escola é um lugar de construção, e reconstrução de conhecimentos, de pesquisa, e de mudança. E como tal, não pode se render ao cotidiano repetitivo, alheia a realidade fora dos seus muros.
Fazendo uma análise do processo educativo, entendemos que o mesmo é complexo e dinâmico, e que todos os seus envolvidos têm papéis importantes a serem desempenhados. E que apesar das mudanças acentuadas e velozes do mundo globalizado, que determina à instituição escolar a função de formar pessoas versáteis, multifuncionais e polivalentes para atender as necessidades do mercado globalizado, a mesma ainda não a realiza eficazmente em especial a educação pública.
As instituições educacionais, em sua maioria ainda não se adequaram às novas exigências trazidas pela tecnologia. E o medo de mudança permanece vivo entre os profissionais da educação, e a utilização dos recursos tecnológicos que deveria favorecer um ensino de qualidade, passa a ser tema de discursos pessimistas.
A globalização modifica o modo de vida da sociedade contemporânea, e a educação como fator determinante na vida do indivíduo envereda por tal caminho, no intuito de formar o novo perfil de cidadão sócio, político, econômico e cultural exigido pela sociedade do conhecimento.
Dentro do paradigma emergente (globalização) a instituição escolar não é mais considerada o único local para adquirirem-se conhecimentos, existindo então correntes invisíveis como à internet, TV, rádio, jornais, revistas, outras instituições, e etc., ambos podem educar ou deseducar.
A instituição escolar não é mais considerada a única fonte de busca de conhecimentos. Hoje o homem aprende se desenvolve também fora dela, ou seja, “a instituição escolar já não é considerada o único meio ou o meio mais eficiente e ágil de socialização dos conhecimentos técnico - cientifico e de desenvolvimento de habilidades cognitivas e de competências sociais requeridas para a vida prática” (Libâneo, 2003, p.52).
A instituição escolar passa por crises: péssima estrutura física, pedagógica (falta de profissionais mais qualificados e de materiais), não atendo ao público que esta cada vez mais exigente diante das mudanças e inovações tecnológicas. Tendo como solução sua reestruturação física, pedagógica e metodológica, para formar indivíduos mais preparados e que possam interagir diligentemente no âmbito no qual estão inseridos.
Os textos estudados nos levam a refletir, fazer uma vigem sobre o mundo tecnológico, no qual estamos inseridos, uns mais e outros menos. O cotidiano se altera diante das novas tecnologias que surgem a todo instante, deixando objetos, conceitos, em curto espaço de tempo cada vez mais obsoletos.
É preciso vencer os desafios que impedem a reconstrução do cotidiano escolar, que esteja voltado para a cooperação, união, democracia. É preciso redirecionar o processo educativo para a criação do novo homem, crítico e dinâmico, voltado para análise do dia-a-dia, interagido com o espaço-tempo em que se situa que colabore com a construção de um cotidiano escolar que ofereça subsídios para a criação de uma escola nova.
A escola, hoje, oferece inúmeras atividades. É um lugar que busca a autonomia, mas que por diversos fatores políticos e sociais, é impedida de usufruir de tal liberdade. Com inúmeras dificuldades, pensa-se na figura de um profissional criativo, um administrador, um profissional preparado para assumir as responsabilidades que lhe são colocadas.
O gestor é um ser que deve está em constante formação, carece ser um pesquisador, um profissional comprometido com o projeto político-pedagógico de sua escola, e deve está envolvido diretamente com a comunidade. O gestor da escola em constante mudança deve ser interessado nas transformações ocorridas, estar atualizado, estar sempre um passo a frente, procurando o melhor para a sua escola, para seus alunos, formar uma equipe eficiente que lhe ajude nas tarefas necessárias para a busca de melhorias na educação, ser aberto ao diálogo. Deve ser um mediador, entre os vários segmentos que compõem a escola. Então, o gestor articulador, deve saber lidar com os problemas, que lhe são impostos saber desenvolver projetos, motivar, estimular professores para que participem de cursos de formação, especialização, preocupar-se com questões políticas, sociais, econômicas que a escola enfrenta.
Portanto, a educação necessita de impulsos revitalizantes, sair da inércia, fazer uso de recursos tecnológicos qualitativamente, objetivando um processo ensino aprendizagem qualitativo, enfatizando que a mesma não acontece apenas dentro de uma sala de aula, mas fora dela também.
O profissional da educação diante das inovações tecnológicas, deve se mostrar competente, fazendo uso da reflexão e prática pedagógica (formação continuada - profissionais versáteis, flexíveis com visão do todo, atendendo ao princípio de eficiência e eficácia),dos recursos tecnológicos, sendo o mediador entre os educandos e tais recursos, apropriar-se de metodologias adequadas que favoreçam a dinamização do trabalho, dentro da nova visão tecnológica, ou seja, saber gerenciar, espaços e recursos.


REFERÊNCIAS

APOSTILA: Informática Aplicada à Educação, 2008. VIII Período, Curso: Pedagogia-Facimp;

LIBÂNEO, José Carlos. Educação Escolar: políticas, estrutura e organização, São Paulo: Cortez, 2003.